Por Alfredo Menin, Co-founder e CTO da Homine

Quando se vê hoje a capilaridade do SAP no Brasil – praticamente “uma religião” seguida por grande parte das empresas nacionais –, ninguém imagina os desafios enfrentados lá no início, na década de 90, para que esse software viesse para o país e depois se disseminasse entre as empresas nacionais. Hoje, sempre que vou a eventos da SAP, invariavelmente lotados, me ponho a recordar sobre aquela época.

O primeiro obstáculo foi simplesmente trazer o programa para o Brasil. Eu trabalhava como consultor de TI na Origin – empresa fundada a partir de um processo de outsourcing realizado pela Phillips no Brasil. Já tínhamos ouvido falar desse software alemão, o SAP, que realizava a gestão operacional, logística e de finanças das empresas.

O presidente da Origin à época designou a célula de Indústria e Comércio da empresa para ir atrás do programa na Alemanha e trazê-lo para o país. Em 1992, uma equipe brasileira foi para lá e voltou com os CDs na mala, nos quais estavam gravados os dados da versão R3 do SAP. Para instalar o programa, tivemos de adquirir um computador com leitor de CDs – àquela época, uma novidade no país.

A barreira linguística foi o próximo desafio, pois o programa estava no idioma alemão. A célula de Indústria e Comércio da Origin, da qual eu fazia parte, trabalhou meses para traduzir as linhas do SAP para o inglês. Consultávamos o dicionário o tempo todo e, finalmente, concluímos a versão inicial do SAP R/3, em inglês, que foi para o mercado dos Estados Unidos. Daí foi mais fácil traduzirmos do inglês para o português.

Superado o problema da língua, encaramos o nosso maior desafio: entender como o programa funcionava e adaptá-lo à legislação fiscal e tributária do país – o trabalho de localização. Passamos oito meses “enfurnados” no escritório da Origin, em São Paulo, estudando a fundo o software – a programação, o banco de dados, os módulos de logística, de finanças, enfim, absolutamente tudo!

Uma executiva alemã da SAP veio para o Brasil e nos deu um treinamento sobre o funcionamento do programa. Porém, ela não conhecia todos os módulos. Por causa disso, consultores internacionais alemães também vieram ao Brasil e ministraram cursos sobre os que eram, àquela época, os módulos básicos do SAP: SD-Vendas, MM-Estoque e Compras, PP-Produção, FI-Finanças e Contabilidade Legal, e CO-Controladoria.

Quando já estávamos mais familiarizados com o novo software, começamos a realizar as pré-vendas técnicas, visitando as empresas brasileiras para entender como elas calculavam impostos. Em paralelo, uma equipe da célula Indústria e Comércio, com expertise fiscal, foi constituída para elaborar, em inglês, um livro contendo as fórmulas de cálculos dos impostos brasileiros. Foi um processo de aprendizado intenso, que gerou o “book da localização”, com todas as regras fiscais e tributárias aplicáveis no Brasil. E em 1993-94, uma equipe da Origin foi designada para viajar à Alemanha com o livro debaixo do braço e trabalhou por mais de um ano dentro da SAP.

O resultado foi o SAP R/3, uma versão nova e específica para o Brasil – a denominada “localização brasileira”. Importante ressaltar que fomos o 1º país a ter uma versão do SAP adaptada à sua realidade fiscal e tributária na América Latina.

Enquanto a equipe estava na Alemanha adequando o sistema para atender à legislação brasileira, nós corríamos para treinar consultores em TI capazes de implantar o software nas empresas. Afinal, de que adiantaria ter a versão brasileira do SAP, devidamente “localizada”, se não houvesse quem a implementasse? Nascia então a NewHire Academy, academia para formação de consultores, com treinamentos SAP que duravam 30 dias, com aulas de manhã, à tarde e à noite! Chegamos a formar mais de 200 consultores nesse período. E quando a versão brasileira do programa chegou ao país, já havia mão-de-obra qualificada para implementá-la nas empresas.

O início das vendas foi tímido. As empresas alemãs com subsidiárias no Brasil foram as primeiras a implementar o SAP por aqui. Em 1996, foi criada a SAP do Brasil. O software foi se aprimorando ano após ano e houve um crescimento contínuo daí em diante, especialmente porque já era um programa pronto para o “bug do milênio” – a preocupação que todos tinham com possíveis falhas nos processos computacionais em decorrência da virada do milênio. A demanda por projetos de implementação do SAP era tão alta que, em dado momento, faltavam consultores de TI no Brasil.

Me sinto privilegiado por ter vivenciado o início da SAP no país e por ter aprendido tanto com todo esse processo – os idiomas, a parte técnica e de funcionamento do ERP, os treinamentos. Todo o sacrifício valeu a pena. Sem contar que é sempre bom fazer parte da história.

Por Alfredo Menin, Co-founder e CTO da Homine

Atuo há mais de 20 anos com o SAP, ajudando empresas a superar seus desafios, entre eles o atendimento às obrigatoriedades fiscais, a adequação do ERP à legislação, a automação de processos para a melhor produtividade das equipes, só para citar alguns.

Uma dificuldade comum às empresas, e com a qual me deparo no dia a dia, é o preenchimento correto do código IVA (código de imposto) nos documentos de compra. É um detalhe do processo que, se mal conduzido, pode gerar muita dor de cabeça para a área fiscal.

Ao criar um documento de compra no SAP – seja ele pedido, contrato, programa de remessa –, boa parte dos usuários tem dúvidas quanto à seleção do código IVA correto, o que resulta em muitos pedidos de compra com a taxa de imposto errada. Essa situação gera incongruências fiscais e retrabalhos nas áreas de logística e fiscal.

O problema traz à tona uma discussão antiga: quem é o responsável por inserir o código IVA correto em um pedido de compra? O comprador ou o fiscal?

O responsável pelos impostos é o fiscal, mas quem gera o documento de compra e insere o código IVA é o comprador. É comum o documento voltar para o fiscal para que ele faça a conferência do imposto. Quando isso ocorre, o fiscal entra em cada item do pedido e valida o código IVA informado. Tudo isso de forma manual, com muito retrabalho e desperdício de tempo.

Como sabemos, nossa legislação tributária é extremamente complexa e exige conhecimentos fiscais bem específicos. O comprador, portanto, não pode ser responsabilizado por incorreções na hora de definir a taxa do imposto. Cada processo de compra pode apresentar variações de IVA que dependem de inúmeros critérios a serem considerados na hora de criar o pedido.

Então, como solucionar esse problema?

A opção mais usual é adquirir soluções externas, na forma de Add-on SAP, que calculam e inserem o IVA de forma automática nos documentos de compra. Porém, a aquisição dessa solução traz gastos extras, além de gerar mais um contrato a ser administrado com um novo fornecedor.

O que muitas empresas desconhecem é que existe uma alternativa mais barata e simples, que não demanda desenvolvimento Z ou a compra de solução externa. Usando Inteligência Artificial e através de parametrizações standards no SAP, é possível atribuir o código IVA automaticamente nos documentos de compra. Basta a empresa contratar apenas o serviço de consultoria para o módulo MM (Material Management), cujo consultor aplicará as funcionalidades standards do próprio sistema para resolver a questão.

Embora essa customização não seja uma novidade, percebo que poucos consultores no mercado se arriscam a fazê-la. Não é o nosso caso. Na Homine, já testamos a operação com vários itens de um pedido de compra, sempre com resultados 100% satisfatórios.

A automação dos códigos IVA traz muitos benefícios para a empresa. Reduz o trabalho operacional e a intervenção do usuário, que fica livre para se dedicar a outras tarefas. Também gera mais segurança fiscal na criação dos pedidos de compra, eliminando retrabalhos. É importante ressaltar que a determinação automática do IVA permite revisão e/ou ajuste pelo usuário, de acordo com as regras de autorização definidas na hora de parametrizar o sistema.

Todas essas vantagens reunidas fazem com que o departamento fiscal atue de forma mais proativa e menos corretiva a cada documento de compra gerado. Ou seja: mais eficiência e agilidade para todo o processo de compra.

Se você atua na área de compras, fiscal ou logística e enfrenta esse problema na sua empresa, nos envie um e-mail para comercial@homineinfo.com.br com as suas dúvidas ou compartilhe sua experiência. Ficarei feliz em ouvi-lo(a) e, sobretudo, em ajudar você e a sua empresa a encarar esse desafio.

Por José Geraldo Garcia, CIO da Homine

Clientes e colegas me perguntam sobre quais são os fatores-chave de sucesso para se inovar no mercado de Tecnologia da Informação. Você acha que o caminho são as novas tecnologias como o Machine Learning? Precisamos formar um time altamente técnico para inovar? Qual é o investimento necessário? O retorno é garantido?

São muitas questões, mas as respostas são mais simples do que imaginamos.

Estamos vivendo uma revolução tecnológica que transforma nossas vidas a cada dia. Com um toque na tela do smartphone, é possível saber a previsão do tempo em Cingapura, solicitar um carro, alugar uma bicicleta do meio da rua ou fazer um call de trabalho de qualquer lugar.

Já no dia a dia do nosso universo de TI, lidamos com migrações de sistemas, programações robustas e implantações de soluções para a automação dos processos dos clientes. Por ofício, somos profundamente tecnológicos. Necessitamos conhecer o que há de mais avançado na tecnologia – Inteligência Artificial, Computação Cognitiva, BlockchainBig Data, Biometria, para mencionar apenas algumas delas – e entender como essas novidades trazem mais valor para as empresas-clientes.

O fato é que as novas tecnologias estão aí no mercado, disponíveis para todos, prontas para serem incorporadas em processos, produtos e sistemas. Para inovar, contudo, é preciso ir além delas. Mas como?

Por meio de duas estratégias: antecipação e sinergia.

Inovar é sair na frente e se antecipar à “dor” da empresa e/ou mercado. É entender os gargalos operacionais que geram custos e ineficiências, as dificuldades das rotinas de trabalho e dos processos realizados em todas as áreas: fiscal, contábil, administrativa, logística e produção. É preciso não só “estar dentro” das organizações, mas sobretudo “por dentro” delas: compreender seus negócios e absorver as suas dores. E a partir daí criar a solução inovadora que vai desatar os nós da empresa, trazendo mais eficiência, resultado e simplicidade.

A sinergia com parceiros e desenvolvedores, por sua vez, é crucial para a entrega de soluções transformadoras aos clientes. Se hoje você não possui o conhecimento necessário em Deep Learning, por exemplo, para criar um programa que vai “mudar a vida” de uma empresa, então busque parceiros e profissionais que possam se unir a você para desenvolver a melhor solução possível. O potencial técnico e de inovação de uma empresa não é – e não pode ser – estanque: ele é incremental e aberto a colaborações, por meio de sinergias e parcerias. Nesse sentido, a capacidade inovadora não conhece limites.

Voltando à questão inicial, a adoção de novas tecnologias é um fator-chave de sucesso para se inovar no segmento de TI, porém é o mais básico deles. Antecipar-se às necessidades do mercado e trabalhar em sinergia para a construção de soluções transformadoras são fatores que, de fato, fazem girar a roda da inovação.

Roda que, aliás, gira cada vez mais rápida. Não há tempo a perder.

Diferenciais do ERP SAP S/4 Hana são o ambiente cloud e a tecnologia in-memory para o processamento de dados

Ninguém duvida: o SAP S/4 Hana veio para ficar. O ERP oferece um ambiente de dados 100% em nuvem, processa informações com mais rapidez devido à tecnologia in-memory e a sua nova interface, o SAP Fiori, é intuitiva e simples, portanto mais fácil de configurar, aprender e usar.

O SAP S/4 Hana é acessível de qualquer lugar, via app, por meio do qual se faz todo tipo de transação. A plataforma também tem melhor custo-benefício, pois o processamento em nuvem diminui muito os investimentos em hardware, reduzindo custos fixos e despesas. Além disso, o núcleo digital do S/4 Hana integra em tempo real todas as “pontas” do negócio – clientes, fornecedores e pessoas –, agilizando decisões e o compartilhamento de informações.

Diante de tudo isso, surge a pergunta: preciso migrar o quanto antes a versão do ERP da minha empresa para o SAP S/4 Hana?

Calma lá!

Segundo o Chief Technology Officer (CTO) da Homine, Alfredo Menin, a decisão de migrar para o SAP S/4 Hana, ou para qualquer outro ERP, depende, antes de tudo, de uma análise prévia e criteriosa das necessidades da empresa, do seu ambiente de TI, dos objetivos do negócio, entre outras variáveis.

Contudo, já é possível observar movimentos no mercado de TI e delinear análises a respeito da implementação do SAP S/4 Hana nas empresas, em especial no que diz respeito à sua aderência aos diferentes portes de companhia. A seguir, elencamos alguns cenários de análise.

O Hana nas pequenas e médias empresas

O segmento de PMEs é o que mais deverá se beneficiar com a implementação do SAP S/4 Hana. “É um ERP rápido, versátil, com ótimo custo-benefício e grande capacidade de processamento em nuvem, qualidades que contribuem para a competitividade e o desempenho dos pequenos e médios negócios”, destaca o CTO da Homine.

O SAP S/4 Hana reduz o parque de hardwares da empresa e é escalável, ou seja, disponibiliza mais espaço de armazenamento e insere novos usuários no sistema, caso a empresa solicite. Some-se a isso a capacidade de processar grandes volumes de dados em menos tempo, tornando a solução mais leve e ágil. “Ela é uma solução menos onerosa e possibilita uma operação mais flexível e integrada, um cenário ideal para as PMEs”, acrescenta Menin.

As PMEs dispõem de estrutura financeira para a implementação do S/4 Hana. As empresas de pequeno porte têm uma receita anual de até R$ 4,8 milhões; e as de médio porte, de até R$ 300 milhões. Em função da atual situação econômica por que passa o Brasil, a adoção do SAP S/4 Hana pelas PMES requer um planejamento financeiro sólido atrelado a um cronograma de implementação realista, evitando assim contratempos financeiros e operacionais.

Alternativa híbrida para as grandes empresas

Em relação às grandes corporações, as regras de compliance podem ser um desafio à implementação do SAP S/4 Hana, uma vez que os dados da empresa estariam armazenados na nuvem, ou seja, fora de seus domínios, o que ainda é visto com desconfiança pela governança de muitas empresas.

“Uma alternativa é a empresa criar a sua própria estrutura de nuvem, ou cloud, dentro da qual o S/4 Hana poderá operar sem o compartilhamento de dados com terceiros; é um investimento alto em hardware e pessoal, mas possível de ser realizado em corporações com grande capacidade financeira”, avalia Menin.

Segundo o CTO, cerca de 90% das empresas brasileiras e muitas organizações internacionais têm optado, por sua vez, pela adoção de um modelo híbrido – o EHP8, que é a versão SAP ECC com o conceito de memória Hana. Isso significa manter a estrutura de hardware existente na empresa e acrescentar capacidade de processamento ao sistema (mais memória). O resultado é um melhor desempenho e mais agilidade do ERP.

“É importante ressaltar que essa transição para o modelo híbrido requer um projeto criterioso de atualização do sistema, afinal serão implementadas novas funcionalidades, cadastros e melhorias que não são simples e necessitam de um planejamento cuidadoso para evitar falhas e ineficiências”, analisa o CTO da Homine.

Ainda de acordo com Menin, corporações que atuam na América Latina, cuja sede está no exterior (Europa e Estados Unidos, por exemplo), e que realizaram a migração para a versão híbrida recentemente, necessitam implementar ajustes para adaptar seus sistemas à situação fiscal brasileira. “Sem sombra de dúvida, a parte fiscal sempre foi e será o desafio de qualquer ERP no Brasil, independentemente de sua versão”, conclui.

NF-e: as novas validações buscam dar mais confiabilidade e precisão às informações fornecidas pelos contribuintes, sobretudo às que se referem a tributos.

Publicada este mês pelo ENCAT, a Nota Técnica 2019.001 introduz novas regras e altera regras já existentes para a validação de vários campos da Nota Fiscal eletrônica (NF-e), modelo 55, e a Nota Fiscal de Consumidor eletrônica (NFC-e), modelo 65. As empresas que emitem estes documentos têm até 2 de setembro, data prevista para entrada em produção das mudanças, para ratificar se as novas rejeições e regras criadas para a validação dos campos se aplicam ao seu negócio e à situação tributária de seu(s) produto(s) e realizar os ajustes necessários. As alterações da NT 2019.001 começarão a ser aplicadas no ambiente de homologação a partir de 1º de julho.

“As empresas precisam se certificar de que todos os campos relacionados na nota técnica estão mapeados e sendo utilizados em seus sistemas emissores de notas fiscais”, ressalta o coordenador de Documentos Eletrônicos da Homine, Júlio César Correia.

Segundo o coordenador, cabe também às empresas consultar a Sefaz de seu estado para confirmar se todas as regras de validação da nota técnica serão aplicadas pela entidade. Embora a maioria delas tem aplicação obrigatória, a implementação de algumas regras ficará a critério da secretaria estadual.

Abaixo, a lista dos grupos e bancos de dados da NF-e e NFC-e que sofreram mudanças:

  • Grupo B. Identificação da NF-e
  • Grupo BA. Documento Referenciado
  • Grupo E. Identificação do Destinatário
  • Grupo I. Produtos e Serviços da NF-e
  • Grupo N. Item / Tributo: ICMS
  • Grupo W. Total da NF-e
  • Banco de Dados: Emitente
  • Banco de Dados: Destinatário
  • Serviço Autorização EPEC – Evento Prévio de Emissão em Contingência

Alguns detalhes sobre as alterações

As novas validações têm por objetivo dar mais confiabilidade e precisão às informações fornecidas pelos contribuintes nas notas fiscais, sobretudo às que se referem a tributos. Por exemplo, foram criadas regras que tornam obrigatória a informação do motivo de desoneração e do valor do ICMS desonerado; outras exigem o Código do Benefício Fiscal e a informação do percentual da margem de valor Adicionado do ICMS ST.

Outras mudanças importantes incluem a validação da Razão Social do emitente no cadastro da Sefaz e a verificação do conteúdo da tag cNF (código da Nota Fiscal) que não poderá ser igual à nNF (número da Nota Fiscal), conter sequências com números iguais (22222222, 55555555 etc.), nem sequências do tipo 12345678 ou 23456789.

Clique AQUI para acessar a versão completa da NT 2019.001. Para mais detalhes, entre em contato com os especialistas da Homine pelo telefone (11) 5555-2012 ou e-mail suporte@homineinfo.com.br. Os clientes da mensageria Signature, solução implantada pela Homine nos ERPs para realizar a emissão e recepção de NF-es e toda a comunicação com a Sefaz, têm ainda acesso ao nosso serviço de suporte e podem abrir um chamado para dúvidas.

As empresas também podem contratar os serviços da consultoria caso necessitem de apoio técnico no mapeamento e inclusão dos campos listados na nota técnica.

No Brasil, estima-se que 63% das empresas recebem notas fiscais com algum tipo de inconsistência nos dados. Os erros causam uma série de transtornos, resultando em retrabalhos, ajustes nos documentos e desperdício de tempo pelas equipes. Por exemplo, as divergências de dados entre o pedido de compra de uma empresa, ou purchase order (PO), e a nota fiscal correspondente (NF-e), emitida pelo fornecedor, geram ineficiências na operação de recebimento físico e fiscal das mercadorias e podem ocasionar problemas com o fisco.

A saída é comparar previamente essas informações, antes mesmo da remessa do produto ou matéria-prima pelo fornecedor. Assim, há tempo para ajustar os documentos e eliminar as divergências de dados entre a NF-e e o PO, aumentando a eficiência logística e fiscal da empresa.

É o que faz o HomSoft, solução que realiza a entrada automática de documentos fiscais eletrônicos – NF-e (nota mercantil), CT-e (conhecimento de transporte), NFS-e (nota de serviço) – no SAP. Ao receber o arquivo XML de um documento fiscal, a solução confronta automaticamente os dados do XML com os do pedido de compra que originou a transação. Tudo isso antes do transporte do produto ou finalização do serviço.

Quais dados são checados?

O HomSoft compara e valida os seguintes dados do XML em relação aos do pedido de compra: valores unitários; valor total; impostos como ICMS, PIS, COFINS e outros; itens como NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), ST (Substituição Tributária) e natureza da operação; quantidade, peso e outras unidades de medida dos produtos; e condições de pagamento.

Caso ocorram divergências durante a conferência automática entre os dados do XML e do PO, a solução gera imediatamente um alerta para a área responsável da empresa, que pode acionar o fornecedor para a realização de ajustes na nota fiscal, antes da saída do produto ou matéria-prima. Caso não haja divergências de dados, a solução executa automaticamente os processos de recebimento MIGO (físico) e MIRO (fiscal) no SAP.   

Benefícios em cascata

A comparação dos dados realizada previamente à remessa dos produtos, como ocorre no HomSoft, e os ajustes antecipados nos documentos fiscais da transação evitam, por exemplo, a espera de caminhões no pátio, doca ou estacionamento da empresa. Com isso, a organização aumenta a eficiência de sua cadeia logística e dos departamentos fiscais e de compras.

Segundo José Geraldo Garcia, CIO da Homine, muitas empresas ainda preferem fazer a checagem manual entre o XML da nota fiscal e o pedido de compra – ou seja, profissionais leem os documentos à procura de divergências. “A validação sistêmica é muito mais ágil e certeira para encontrar esses erros em comparação com o olho humano; além do mais, ao automatizar a checagem dos dados, a empresa pode alocar seus profissionais, antes responsáveis por essa tarefa, em desafios mais estratégicos e de maior valor para a companhia”, conclui Garcia.

Quer saber mais sobre os benefícios da automação inbound de documentos fiscais para a sua empresa? Entre em contato com a nossa equipe no comercial@homineinfo.com.br e agende uma conversa ou uma demonstração do HomSoft.

Alocação e headhunting de profissionais: serviços das consultorias de RH para empresas

As empresas contam, cada vez mais, com o apoio de consultorias de recursos humanos para montar o seu time de profissionais. Por um motivo simples: o melhor custo-benefício. “As organizações querem mais eficiência e agilidade, por isso contratam as consultorias para buscar os profissionais no mercado com mais rapidez, precisão e a um menor custo”, destaca Rosana Silva Luz, coordenadora de Recursos e Serviços da Homine.

Existem hoje dois modelos de serviços prestados pelas consultorias de RH às empresas: alocação e headhunting de profissionais. Descubra as diferenças entre eles e os benefícios de cada um dos modelos para a sua empresa.

Montando o time com recursos alocados

Na alocação de profissionais – prática também conhecida no mercado por outsourcing ou body shop –, a empresa terceiriza a mão-de-obra de uma determinada área ou projeto com o apoio de uma consultoria de TI, que busca no mercado os perfis profissionais solicitados pelo cliente. “Neste caso, nós indicamos os profissionais e, uma vez aprovados pela empresa, eles são contratados por nós, a consultoria, e alocados no cliente para realizar o trabalho”, explica Rosana. A equipe alocada é geralmente gerida pelo cliente. Em projetos maiores, a consultoria também pode atuar na coordenação dos esforços do time.

Segundo Rosana, os principais benefícios da alocação de profissionais são a redução de custo, com a substituição de custo fixo (CLT) por variável, e a diminuição do tempo gasto pelo departamento interno de recursos humanos para selecionar e recrutar pessoas. Além disso, a consultoria é a responsável pelo relacionamento com os profissionais alocados, pela gestão das licenças e afastamentos e pela substituição de profissionais que porventura não se adequarem ao trabalho ou à empresa. Com isso, “blinda” o cliente de causas trabalhistas.

“Na Homine, 95% dos nossos serviços de consultoria de RH são destinados à alocação de profissionais para empresas-clientes, com foco sobretudo na área de TI, onde somos experts e já atuamos há quase 20 anos”, revela Rosana. Nos serviços de alocação, as empresas pagam um valor fixo mensal à consultoria (fee), com base na equipe alocada no cliente.

O melhor profissional para a vaga

Nos serviços de headhunting, por sua vez, a consultoria recruta o profissional para que a empresa o contrate. Funciona assim: o cliente identifica uma necessidade de mão-de-obra e traça o perfil profissional desejado para a vaga. Com base nessas características, a consultoria vai buscar e avaliar possíveis candidatos para a vaga, apresentando os melhores perfis à empresa, que é a responsável final pela contratação.

No trabalho de headhunting, a consultoria avalia uma série de atributos dos profissionais, tanto técnicos quanto comportamentais, para indicar candidatos que mais se encaixam às características da vaga. “A empresa não perde tempo procurando o profissional; quem se responsabiliza por essa busca somos nós”, conta Rosana. Para esse trabalho, a consultoria é remunerada por um valor fixo, que corresponde, em geral, a uma porcentagem do salário do profissional a ser contratado.

Experiência em recrutamento

A Homine atua na área de alocação e headhunting de profissionais há 20 anos, e com sucesso. São milhares de profissionais recrutados nesse período, seja para alocação no cliente ou para contratação final. “Nunca fomos dispensados por um cliente por causa dos perfis que selecionamos e indicamos, pois temos uma grande precisão, ou matching, na hora de escolher e apresentar os profissionais para as empresas”, conclui Rosana.

A Homine também atua como field manager, ou seja, acompanha a performance dos consultores alocados nas empresas, dando e recebendo feedbacks e verificando a satisfação do cliente. Assim promove ajustes pontualmente, se necessários.

imagem de uma nota fiscal eletrônica de consumidor
Crédito Foto: Ascom/Sefaz

Principal mudança abrange sete Estados brasileiros; empresas dessas regiões precisam atualizar seus sistemas até o prazo dado pelo governo.

Empresas com sede ou filiais nos estados de Alagoas, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Tocantins, que emitem notas fiscais eletrônicas (NF-e), têm até 7 de maio para atualizar seus sistemas e incluir o novo grupo de campos obrigatórios no layout da NF-e. Os campos exigem a identificação do Responsável Técnico pelo software emissor dos documentos fiscais.

A partir desta data, as notas fiscais destes estados que não apresentarem as informações serão rejeitadas pela Secretaria da Fazenda Estadual (Sefaz). Para os demais estados brasileiros, a data para o início da validação dos dados do Responsável Técnico ainda não foi divulgada. Também ficou marcada como “implementação futura”, para todas as UFs, a obrigatoriedade de informação do Código de Segurança do Responsável Técnico ou CSRT.

Estas são as principais atualizações disponibilizadas na última versão (v.1.20) da Nota Técnica 2018.005, divulgada recentemente pelo ENCAT. A publicação prorrogou para 7 de maio a implantação das mudanças instituídas na NT 2018.005, além de trazer outras alterações, novas regras de validação e novos campos opcionais.

Os clientes da mensageria Signature, solução que faz a emissão e recepção de notas fiscais mercantis e toda a comunicação das informações com a Sefaz, já têm disponível o pacote de atualização da Nota Técnica e seus devidos manuais. Para solicitá-lo, basta abrir um chamado no serviço de suporte com o assunto: “Atualização NF-e NT2018-005”. As empresas também podem contratar os serviços de consultoria da Homine caso necessitem de apoio técnico na implantação das atualizações.

Para mais detalhes, consulte a versão 1.20 da NT 2018-005 ou entre em contato com os especialistas da Homine pelo telefone (11) 5555-2012 ou e-mail suporte.br@gosocket.net.

Abaixo, as principais mudanças no layout da NF-e:

. Responsável Técnico e Código de Segurança do Responsável Técnico (CSRT) – alterado o layout da NF-e/NFC-e, criando o grupo de campos para identificação do Responsável Técnico no sistema utilizado na emissão do documento fiscal eletrônico. Considera-se “responsável técnico” a empresa desenvolvedora ou responsável tecnicamente pelo sistema de emissão de NF-e/NFC-e utilizado pelo contribuinte. Esta será uma “implementação futura”, exceto para os estados de AL, AM, MS, PE, PR, SC e TO, para os quais a data-limite é 07/05/2019. As informações do CSRT e hashCSRT serão para “implementação futura” em todos os estados.

. Identificação do Local de Retirada e do Local de Entrega – novos campos opcionais para detalhar informações sobre o estabelecimento e os endereços dos locais de entrega e retirada de mercadorias.

. Criação de novos campos para apuração do Complemento/Restituição do ICMS-ST no Grupo de Repasse do ICMS ST – inclusão de campos, de utilização a critério da UF, para possibilitar a apuração do Complemento/Restituição do ICMS-ST de operações com combustíveis que exijam o preenchimento do Grupo de Repasse do ICMS ST.

. Mensagem de interesse da Sefaz – alterado o grupo de informações do Protocolo de Resposta da Sefaz, para que a entidade possa incluir uma mensagem ao contribuinte. As mensagens serão tabeladas, mantendo o padrão normal do sistema com código e descrição da mensagem. Este novo grupo de informações é opcional, mas provavelmente será adotado por alguns estados no envio de mensagem relativa a uma determinada operação.

. Protocolo de Autorização na Rejeição por Duplicidade – alteração no grupo de informações do Protocolo de Resposta da Sefaz para que, em caso de rejeição por duplicidade da NF-e/NFC-e, a secretaria possa retornar o protocolo de autorização gerado anteriormente para a nota fiscal.

. Alterações no layout do DANFE – campo para identificação da Modalidade do Frete e, caso haja preenchimento do grupo F (Local de Retirada) ou G (Local de Entrega), será possível a exibição das informações no DANFE em área específica.

. Detalhamento específico de medicamento e de matérias-primas farmacêuticas – alteração para informar o motivo da isenção de registro do medicamento na ANVISA.

As empresas buscam processos mais eficientes. Um exemplo é o crescimento do número de organizações que adotam uma solução para a automação da entrada dos dados fiscais de documentos eletrônicos no ERP. Essa tecnologia melhora o controle fiscal da empresa e antecipa erros, ao checar se as informações da nota fiscal recebida estão corretas. Porém, a nota fiscal de serviços eletrônica (NFS-e) tem sido um desafio para as empresas brasileiras que querem aumentar a produtividade e o ROI com a automação dos processos de recebimento fiscal e contábil. Mas por quê?

A NFS-e tem uma peculiaridade que a difere de outros documentos eletrônicos como a nota fiscal mercantil (NF-e) e o conhecimento de transporte (CT-e), por exemplo. Ela é disponibilizada pela maioria das prefeituras, responsáveis pela emissão, como uma imagem (PDF ou JPEG), enquanto a NF-e e o CT-e são gerados em XML – formato padrão utilizado para processar automaticamente os documentos fiscais eletrônicos nos ERPs. Hoje, poucas prefeituras emitem a NFS-e em formato XML.

Então, como transformar um arquivo de imagem em XML, para que a automação da entrada dos dados da nota fiscal de serviços possa ser implementada nas empresas? A resposta tem três letras: OCR.

É a sigla para Optical Character Recognition, algoritmo que transforma os caracteres de uma imagem em texto. Nos últimos dois anos, esse dispositivo tem sido incorporado às soluções de automação fiscal para converter os arquivos JPEG e PDF das NFS-es para o formato XML. Com isso, é possível automatizar o recebimento das notas de serviços no ERP das organizações, trazendo ganhos de eficiência e maior controle fiscal.

Exemplo de casa

O HomSoft é a solução desenvolvida pela Homine para realizar a automação do recebimento de documentos fiscais eletrônicos no ERP SAP. Ele possui o dispositivo OCR, que recebe a nota fiscal de serviços em PDF ou JPEG e a converte em um arquivo XML, pronto para a entrada automática no SAP.

Segundo José Geraldo Garcia, CIO da Homine, a empresa desenvolveu um modelo do XML de uma NFS-e para o HomSoft, atendendo a todas as prefeituras do Brasil, pois disponibiliza campos de informações básicos a quaisquer NFS-es, como discriminação do serviço, valores dos impostos (ISS e INSS) e preços total e líquido do serviço. “Com isso, as informações da nota podem ser comparadas com o pedido de compra que originou o serviço, antecipando possíveis divergências que, mais à frente, poderiam interromper a automação do recebimento fiscal, provocar retrabalhos ou até problemas com o fisco”, explica.

O OCR, contudo, não é infalível. Caso o arquivo PDF ou JPEG da nota fiscal de serviços tenha pouca resolução ou possua imagem de fundo que “confunda” a leitura automática do documento, então o arquivo recebe tratamento manual – ou seja, ele é lido por um profissional e as informações são digitadas no XML. “Ainda não há padronização para a emissão da nota fiscal de serviços no Brasil, o que acarreta esse tipo de problema”, destaca o diretor.

A incorporação da tecnologia OCR nas soluções de automação fiscal é recente, apesar de o dispositivo já existir há muitas décadas. A tecnologia de reconhecimento de caracteres surgiu na década de 30, nos Estados Unidos, quando o físico e inventor Emanuel Goldberg criou a “Máquina Estatística” – dispositivo capaz de rastrear e identificar microfilmes utilizando um sistema ótico de reconhecimento de códigos. A patente da invenção foi adquirida pela IBM e, nas décadas seguintes, a tecnologia se disseminou por todo o mundo.

foto com três mulheres e a logomarca da empresa ao fundo.
Da esquerda para a direira: Danila Teixeira, Elisabet Vicente e Jéssica Lopes, colaboradoras do time de TI.

Uma das indústrias que mais cresce e se desenvolve a cada ano, o setor de tecnologia é também um dos que apresenta as maiores taxas de desigualdade de gênero na força de trabalho. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE, mostram que o mercado de TI no Brasil é composto apenas por 20% de profissionais mulheres. No Google e Microsoft, duas gigantes do mercado, pouco menos de um terço do total de funcionários é mulher.

A tendência de baixa representação feminina persiste também nas novas tecnologias. Um relatório divulgado recentemente pelo Fórum Econômico Mundial revelou a lacuna de gênero que já se desenvolve entre os profissionais de Inteligência Artificial, sendo só 22% deles do sexo feminino.

Porém, o que a maioria das pessoas desconhece é que não faltam exemplos na história para provar como as mulheres foram pioneiras neste setor. É o caso das programadoras Grace Hopper, considerada a mãe do COBOL, e Ada Lovelace, que escreveu o primeiro algoritmo da história, além de várias outras.

Os motivos que afastaram as mulheres da TI são inúmeros e vão desde a imposição de barreiras culturais e estereótipos de gênero até o machismo ainda existente em alguns ambientes de trabalho e salas de aula. Mas, aos poucos, elas estão retomando o seu espaço na área. “Nos últimos 5 anos, estamos vendo um movimento de recuperação de fatia de mercado pelas mulheres e de quebra de barreiras”, avalia a coordenadora de Recursos e Serviços da Homine, Rosana Silva.

Falando especificamente do segmento de SAP, a coordenadora destaca que nas academias para formação de consultores, é possível observar uma equalização dos gêneros ou até mesmo uma inversão – mais mulheres do que homens. “As mulheres têm consciência de que não devem estar fora de nenhum mercado e que só precisam da sua força de vontade para adquirir as competências”, observa.

E para inspirar mais mulheres a ingressarem nesta área, a Homine traz os exemplos da Jéssica, da Danila e da Elisabet, três colaboradoras do time de TI que compartilham suas trajetórias, falam de desafios e deixam alguns conselhos valiosos às mulheres.

Jéssica Lopes, Analista de Suporte

A carreira na área de tecnologia não foi uma escolha imediata. Jéssica chegou a pensar em Filosofia, porém, indecisa, decidiu seguir o conselho de um primo que trabalhava com TI e sugeriu um curso técnico na área. “Vi como uma coisa nova e fui com a mente aberta. Gostei e continuei”, conta. Estudou programação, com foco em desenvolvimento web; na sequência, formou-se em Análise de Desenvolvimento de Sistemas.

Jéssica lembra que recebeu incentivos na escolha da carreira, mas reconhece que ainda há poucas mulheres atuando na sua área e que muitas desistem, por não se sentirem acolhidas. Na Homine desde 2013, a analista de suporte integra o time de Documentos Eletrônicos e é responsável por garantir a resolução de problemas técnicos que envolvam a emissão e processamento de notas fiscais nos clientes da solução Signature.

Às mulheres que planejam trabalhar na área de TI, Jéssica deixa um conselho: “Entrem porque gostem. E não se deixe menosprezar na primeira brincadeira, comentário machista ou dificuldade. Mostre que é capaz e siga em frente”. Quanto ao futuro, seus planos são continuar estudando e ter experiências em outros segmentos da tecnologia.

Danila Teixeira, consultora SAP ABAP

A intenção era seguir a carreira da mãe, professora no ensino fundamental. Mas foi a própria mãe que a desencorajou da ideia, ao mostrar a dura realidade da profissão. Danila descobriu que tinha perfil para trabalhar com tecnologia ao fazer um teste vocacional no colégio. Graduou-se em Ciência da Computação e trabalhou com desenvolvimento de software até surgir a oportunidade de fazer um curso de ABAP, linguagem de programação específica da SAP. Já são 16 anos de experiência com o sistema.

Na Homine há quase dois anos, Danila atua nas áreas de Novos Produtos e Shared Services realizando melhorias e customizações nas soluções para o SAP, como o HomSoft, e no ERP em geral. Já atuou em projetos na Emerson, Primetals, Amyris e várias outras empresas. A consultora relata que sempre foi bem aceita na área de TI, sem preconceitos.

“As mulheres estão passando por cima dos preconceitos, decididas a mostrarem que são capazes. Estamos formando novos conceitos”, afirma Danila, observando que a maior presença feminina no setor já é aceita como algo natural. Para ter chances no mercado, segundo ela, é preciso dedicação e se atualizar sempre.

Elisabet Vicente, consultora SAP SD

Formada em Administração de Empresas, Elisabet trabalhou na área financeira por um tempo, mas não estava satisfeita e queria mudar. Primeiro, teve a chance de trabalhar como usuária do SAP na área de vendas. Depois, com o apoio da líder do seu time, que destacou seu perfil para atuar como consultora, veio a oportunidade para fazer a academia SAP. Foi o que ela precisava para mudar definitivamente os rumos da sua carreira.

A consultora cuida de toda a parte de vendas do SAP, analisando cenários e levantando processos e requisitos para o melhor funcionamento do módulo SD (Sales and Distribution) no sistema ERP das empresas. Há cerca de nove meses na Homine, Elisabet já atuou em projetos em clientes nacionais e multinacionais como Lyondell Basell, Emerson e AgroFresh. “Cada cliente é um novo desafio”, conta.

Elisabet lamenta que as oportunidades atuais no mercado não sejam as mesmas de quando começou. “Hoje está um pouco mais difícil, mas se a profissional já trabalha como usuária do SAP em uma empresa, vale a pena investir e fazer uma academia”, aconselha. Fica a dica!